A aplicação dos SIG no sector da Energia

Os SIG (Sistemas de Informação Geográfica) assumem uma enorme importância na atualidade. Estes sistemas auxiliam-nos em tarefas de comparação e análise de tipos diferentes de informação. Informação sobre pessoas, como distribuição da população e nível de educação; Informações territoriais, como localização de rios, terrenos agrícolas, diferentes tipos de vegetação e solo; Ou mesmo informações de infraestruturas como a posição de fábricas, escolas, saneamento, estradas e linhas de energia elétrica.

É através dos Sistemas de Informação Geográfica que é possível proceder à gestão dos dados de uma empresa ou instituição. Estes dados, mesmo sendo provenientes de múltiplas e distintas áreas, irão suprir a entidade de informações de forma coerente, centralizada e acessível a todos os seus elementos.

Estes sistemas permitem também o planeamento e gestão de ativos. Por sua vez, esta gestão proporciona uma articulação entre as diversas áreas da empresa, desde as operações, manutenção, jurídico, contabilidade, administração. O planeamento e gestão dos recursos é feito através de uma análise de dados, possibilitando assim um feedback que pode assumir as configurações mais convenientes dada às necessidades atuais. Podem estas ser relatórios, recomendações, pareceres ou até representações mapeadas dos ativos operacionais da empresa. Assim é possível desenvolver, de uma forma mais instruída e eficiente, um planeamento a curto, médio e longo prazo, o que resultará numa otimização de tempo e de recursos.

Outra particularidade dos SIG é a possibilidade de classificar a informação geográfica recolhida sobre a forma de cadastro. Trata-se de um sistema de informações atualizadas relativas a terrenos que contem um registro de interesses como direitos, restrições ou responsabilidades. O cadastro inclui uma descrição geométrica das parcelas de terra vinculadas a outros registos, relativos à sua propriedade ou ao valor da parcela. O cadastro garante a estruturação e atualização da informação, promovendo um encadeamento entre cadastro técnico, geográfico e financeiro.

Podemos então constatar que todo este conjunto de informação compilada pelos SIG ajuda-nos na tomada de decisões de gestão geoespacial. O setor da energia beneficia, claramente, desta realidade. É uma área que depende amplamente destes sistemas e que tem vindo a arrecadar grandes processos provenientes dos SIG. A energia eólica é um excelente exemplo disto mesmo. Atualmente, tarefas como a escolha de um local ideal para a construção de um parque eólico são muito facilitadas devido ao apoio que estes sistemas fornecem. Como já descrito anteriormente, os SIG podem proceder a um cruzamento de uma quantidade muitíssimo elevada de dados. Podem empregar o cadastro para a indicação de terrenos e os seus respetivos proprietários e identificar aqueles que são elevados, isolados e sem grandes níveis de florestação, que permitem a passagem de ventos suficientemente fortes e com acesso fácil à rede elétrica. Reunindo assim as melhores condições para a construção de um parque.

Este tipo de operações que os Sistemas de Informação Geográfica permitem são ao mesmo tempo fruto e consequência dos grandes avanços tecnológicos e informáticos da atualidade. Este são, sem dúvida, um grande pilar para a gestão consciente do nosso futuro

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