A complexidade das coisas simples

Quando somos confrontados, no dia a dia, com problemas complexos temos tendência para complicar ainda mais na solução, quando o segredo está na simplificação.
Claro que a simplicidade está apenas na perceção do utilizador final e não no trabalho do mentor da solução.
Vamos a um exemplo: desde que a Humanidade existe que sempre esteve confrontada com o grande desafio de saber a localização das coisas, preservar esse conhecimento e transmiti-lo de forma clara e rigorosa de pessoa para pessoa. A cartografia foi a solução encontrada para responder a este desafio.
A forma de representar o mundo real num mapa tem séculos de evolução científica e utiliza várias áreas da ciência, desde a astronomia, a física, passando pela matemática e geodesia, mas o resultado final é um SIMPLES MAPA.
Este mapa, visto mais como uma arte gráfica do que uma ciência, cumpre tanto melhor o seu propósito quanto mais simples for a sua interpretação aos olhos do utilizador final.
Nos dias de hoje, quando queremos saber a localização de um restaurante, tiramos o telemóvel do bolso e abrimos a aplicação de mapas, que nos indica, de forma muito rápida, a nossa localização. Escrevemos o nome do restaurante e o telemóvel indica o melhor caminho para lá chegar.

“Não fazemos a mínima ideia que o nosso telemóvel está a receber micro-ondas provenientes de várias constelações de satélites artificiais, geridos por organizações militares Americanas, Russas e Europeias, em diferentes estados de maturação evolutiva, nem que essas micro-ondas transportam dados de relógios atómicos, e que a nossa localização é calculada em função da velocidade de propagação da onda eletromagnética transportadora do tempo. Com a informação da localização dos satélites e das distâncias obtemos interceções de circunferências que permitem calcular a nossa localização. A nossa localização é depois comparada com uma base de dados de eixos de via, que contém informação de toponímia e regras de trânsito, que suportam algoritmos de análise de redes para calcular o melhor percurso entre dois pontos (a nossa localização e o restaurante onde vamos).”

Toda esta complexidade é irrelevante e invisível para o utilizador final, que apenas está interessado em chegar a tempo ao restaurante onde quer ir jantar, seguindo descontraidamente as instruções do seu GPS.
É neste contexto que a InfoPortugal desenvolve os seus projetos de soluções integradas de informação geográfica. Um Sistema de Informação Geográfica é um sistema complexo na sua conceção e implementação, mas no final do dia tem que ser uma solução simples, útil e intuitiva para o utilizador final, que não precisa de saber o que é um layer de dados raster ou vetorial, apenas tem de conseguir obter a resposta que procura no sistema.

Alexandre Gomes
Diretor geral
 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *