UAVs, DRONEs, VANTs e pombos-correio

UAVs, DRONEs, VANTs e pombos-correios têm em comum o facto de serem objetos voadores não tripulados que voltam a casa sozinhos como que por magia.

Após Nadar em 1858 ter tirado a primeira foto aérea a partir de um balão de ar quente, a fotogrametria aérea nunca mais parou de crescer e evoluir quer ao nível das máquinas fotográficas quer ao nível dos meios aéreos para as transportar.

Reparem que a fotogrametria aérea teve o seu início 50 anos antes da aviação motorizada. Os irmãos Wright conseguiram a sua primeira aterragem bem-sucedida por volta de 1905 (http://goo.gl/zwGxUJ)

Os primórdios da fotogrametria aérea foram, por isso, a base do desenvolvimento de técnicas de colocar câmaras fotográficas em objetos voadores não tripulados (unmanned flying objects). O mais bem-sucedido terá sido a utilização de pombos-correio (http://goo.gl/lY0sRb). Apesar de haver quem defenda que se tratou apenas de propaganda nazi na segunda guerra, a verdade é que são sempre espetaculares as imagens que se podem encontrar sobre este assunto.

 

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Pigeon_photography

Parece que voltamos às origens e assistimos novamente a uma verdadeira revolução da fotogrametria aérea com a utilização de VANTs (Veículos aéreos não tripulados) ou UAVs (Unmanned Aerial Vehicle).

Há para todos gostos e preços, desde veículos de asas fixas com maior autonomia, até multicopteros com vários conjuntos de hélices para permitir maior liberdade de manobras aéreas. Encontramos, por todo lado, produtos chave na mão que podem atingir preços superiores a 50 mil euros e, em alternativa, soluções caseiras baseadas em kits de aeromodelismo que podem ficar a preços bastante reduzidos.

Fonte: http://www.gim-international.com/issues/articles/id1902-Enabling_UAVbased_D_Mapping.html

Seja qual for a solução adotada, no final do dia o que interessa é ter fotografias aéreas com bastante sobreposição entre si. Com isto, as inúmeras soluções de software, resultantes da evolução recente de técnicas de visão por computador (http://goo.gl/XpSUub), permitem a triangulação automática das fotos e a extração de modelos digitais de superfície com uma qualidade elevada.

A produção de nuvens de pontos e ortofotomapas com recurso a software livre são já uma realidade testada pela InfoPortugal e com resultados surpreendentes.

À data deste texto existem já em Portugal inúmeras empresas, centros de investigação e organismos militares a utilizar UAVs para diversos fins, sendo a fotografia aérea o que mais se destaca. Contudo, continuamos a assistir à falta de regulamentação sobre a utilização destes equipamentos que, usados de forma descontrolada, podem causar estragos significativos em pessoas e bens. Alguns destes equipamentos têm autonomia e capacidade de voo para partilhar o espaço aéreo com as aeronaves comerciais de passageiros. Consultando a página da autoridade nacional que regulamenta a aviação civil continuamos a ter uma página em construção.

Alexandre Gomes – Diretor Técnico da InfoPortugal

 

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